domingo, 23 de abril de 2017

Chama

Enquanto o pavio da vela
queima
Clamo o fogo da ponta
e acendo teu nome.

No caminho aonde a cera 
derrete quente
o fim da luz
Clareio teu facho
Sobre mim.

Na penumbra
de tua réstia face
Avulto uma sombra
que em nada
figura.

Chega-te a mim
nossa escuridão.
E a clareira nova
revigora
uma outra crucifixão! 

Um comentário:

Carlos Miranda disse...

oi fernanda...
anos sem trocarmos ideias, anos sem ter teus escritos...
mas voltei e vejo com satisfação que teu blog está online..
parabéns, amiga...

 
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