Sentada
à beira do abismo
desprendo do peito a dor
que me faz existir.
Lentamente me deixo ir
até tocar
- com pés firmes -
o chão.
Então, volto para casa.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Sob tuas alturas
Eleva-me
sofregamente
quando
percorre meus declives
-
vales férteis de lânguidos caminhos -
com suas
mãos deslizantes.
Eleva-me tempestivamente
- à paisagem, surgem alterosas -
perfazendo minhas entranhas
a expor feixes de luz outrora ocultos.
Eleva-me, enfim, num sobressalto.
Inunda-me, em riste,
em teu rio
leitoso, morno, acolhedor.
leitoso, morno, acolhedor.
Resfolegante
suavizas, assim
os gritos de minh´alma.
domingo, 2 de junho de 2013
Distonia do amanhã
tenho pressa. a vida termina amanhã. já não há saudade, ausência ou presença. a vida termina amanhã. assim, como começou...porque começou? porque ela termina amanhã? só sei que hoje é tarde; sempre é tarde para a vida terminar amanhã.
são madrugadas, mas não as do dia em que o amanhã finda a vida; ou a vida finda a manhã? só sei que o céu vermelho, é o abismo contrário do que abismo é. já não sinto saudades. nem de sentir saudades. é o fim da razão, onde ela nunca existiu.
(se acreditasse em outras vidas, meu amor, mataria a crença, só para descansar em paz. para sempre, sem ser)
às seis o galo cantou.
o sino tocou.
Ecoou.
Ecoou.
Ecoou: o incômodo das horas... às seis da manhã.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Outras horas
Passas por mim
a rastrejar-me os desejos.
Ansiando a descoberta de minhas rendas
negras como a noite
com cálidas mãos que me tateiam
sorrateiras e tempestivas.
Há tempo.
Adentra-me vasculhando quartos
meios, inteiros.
Velando-me em vigilante nudez
-corpo e sonho -
enquanto desfaleço
em teus linhos.
a rastrejar-me os desejos.
Ansiando a descoberta de minhas rendas
negras como a noite
com cálidas mãos que me tateiam
sorrateiras e tempestivas.
Há tempo.
Adentra-me vasculhando quartos
meios, inteiros.
Velando-me em vigilante nudez
-corpo e sonho -
enquanto desfaleço
em teus linhos.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Amor, sentido e arte
“Nos anos 70, Marina Abramovic viveu uma intensa história de amor com Ulay. Durante 5 anos viveram num furgão realizando todo tipo de performances. Quando sentiram que a relação já não valia aos dois, decidiram percorrer a Grande Muralha da China; cada um começou a caminhar de uma lado, para se encontrarem no meio, dar um último grande abraço um no outro, e nunca mais se ver.
Vinte e três anos depois, em 2010, quando Marina já era uma artista consagrada, o MoMa de Nova Iorque dedicou uma retrospectiva a sua obra. Nessa retrospectiva, Marina compartilhava um minuto de silêncio com cada estranho que sentasse a sua frente. Ullay chegou sem que ela soubesse. E foi assim.”
Acessado em 10 de abril de 2013
Percebe?
domingo, 24 de março de 2013
Quando, se.
Se tivesse partido
Como os homens comuns que ao seu tempo
caminham
Não sentiria tua ausência como sinto
quando você está.
Se você tivesse partido
Como os homens comuns que ao seu tempo
caminham
Não sentiria que está
quando de tua ausência.
Se você estivesse
E tivesse partido
Eu sentiria
Preenchido esse vazio.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
As linhas da palma de minha mão
Amo-te como parte de mim
Fragmentada
De lá, mas parte.
Como sem outra forma
Nem outro ser; parte.
Completa, sempre aqui
- sem outro jeito, pois o jeito
É.
Faz o ser
Que sou.
Todo ser seu
Parte de mim.
Fragmentada
De lá, mas parte.
Como sem outra forma
Nem outro ser; parte.
Completa, sempre aqui
- sem outro jeito, pois o jeito
É.
Faz o ser
Que sou.
Todo ser seu
Parte de mim.
Assinar:
Postagens (Atom)
