quarta-feira, 15 de julho de 2009

Marca

Nunca fui digna a paixões
nem passagens.
Deitei meu olhar e ferrei
marca de mim: é ele.
E de viva carne queimou
que sangue escorreu a doer
- deixei repouso marinar vivência.
De declives minha história é.
Os aclives foram, bastantes
horas felizes passei.
A foto, sempre ao bolso do olhar:
quando a gente não quer deixar
finca, fica.
E é de novo.

11 comentários:

Euzer Lopes disse...

Acho que não sou a pessoa mais indicada a falar em declives da paixão.
Meu coração eu digo que se comporta como um carro em constante descida. As subidas são apenas acidentes de percurso.

Euphoria disse...

Como é frágil a ilusão de que temos controle do nosso lado emocional...

João Rafael disse...

Um dos textos que mais gostei! Ah! Venha sim, estarei aguardando feliz! Mas não se esqueça de fazer as inscrições pelo link ok! BEijos!

PALAVRAS AO VENTO disse...

Alguns a gente nunca quer deixar...

Passo aqui para divulgar meu novo trabalho:

Deixo aqui o link de um blog voltado para a saúde mental, gostaria do seu apoio em divulgá-lo pois lá será um local de informação, debates, artigos, etc. Conto com sua colaboração.

http://transtornobipolar2009.blogspot.com/

Porque a saúde mental, merece atenção!

Abraços

Silvana Pedrini

Mayara disse...

Gostei do post, e gostei do seu blog...
O meu blog e novo, nunca o divulguei apenas escrevo e deixo lá..rs
mas hoje resolvi envia-lo para algumas pessoas
e ver o que elas acham
passa por lá e comenta...

http://seraquedeupraentender.blogspot.com/

Sobre o seu perfil aqui do lado...
Também adoro anéis enormes, bolsas maiores ainda e sapatos coloridos... Ah e não sou perua também..rs
diante das semelhanças espero um comentário..rs

bjos

Beijos

Mayara

Ana Lucia Nicolau disse...

Oi, deixei dois selos pra vc. no meu blog Ana Lucia Nicolau...passa lá pra pegar...

Filipe M. Vasconcelos disse...

Os poemas que mais lhe gosto são aqueles difíceis de comentar.. Essa dificuldade surge por que o que é sentido ao lê-los é ambíguo, múltiplo e instável... Vc, senhorita, é uma das poucas pessoas que conseguem escrever coisas assim.. desse tipo.. dessa "espécie" de poesia.
Sou seu fã.. Fã da sua poesia, da sua gentileza e da sua beleza completa como pessoa..!!

Márcio Vandré disse...

Amor às vezes é tatuagem.
Não saí com lavagem, nem com pensamento.
Amor é retrato vivido ou vivenciado.
Amor é calado.
Silêncio, olhares incertos e descabidos.
Amar o amor.
Quem se aventura?

Uma bela construção a sua.
Gostei. ;)
Retornarei.
Um beijo!

Henriquen (geminilibre) disse...

Isso é o que eu chamo de neo romantiquismo.

Falar de amor, como no romantismo. Com formas modernistas.

Enfim...
São novas palavras pra mesma velha temática. Que pra dizer a real, depois de tanto correr atrás de gurias, já me desiludi e mandei o dado sentimento pra quele lugar...

Enfim,
visite meu blog, quando puder.

anese.wordpress.com

Lobodomar disse...

Fernanda, boa noite.

Belíssima forma de escrever poemas. Com sutis e propositais inversões da frase, conferindo moderno lirismo aos versos. Gostei bastante.

Parabéns, poetisa!

Sandro SOULMKT disse...

Gostei muito do seu blog...
Bacana mesmo...
Poderiamos trocar links...

um abraço !!!

 
Creative Commons License
Degustação Literária by Fernanda Fernandes Fontes is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.