quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Periferia

A paixão faz das pedras inertes um drama.
L.C.

_ E a falta?  
  _ Outro.      
Neste embaço claro
Em que fulgura meu olhar
Através da janela
Sinto periférica a vida.
Urbana.
Beira desenlaçada
Que criva meu viver ao outro.
Limitada vida.
Lanço-me à margem diária
Do esquecimento,
Com lampejos de lembrança:
A cidade, o caos, o homem.
Roda
E eu fico
Corre
E eu fico
Passa
E eu sinto.
Não faço.
Aço não constrói laço.
Falta terra densa
Pó batido, concreto de sonho.
Sorriso.
Falta vida na cidade.

4 comentários:

Helma disse...

escreve, estou certa que compro...

Vale muito suas linhas!

Pra ser franca , nem sei se tem preço.

Cineide. disse...

Aço não constrói laço - muito lindo!
Falta terra densa...
E como falta!? Gostei de seu trabalho.

tossan disse...

Um poema todo urbano! Magnífico por sinal. O teu perfil é lindo! Você é linda e a poesia também. Beijo

Dario B. disse...

E a cidade nos encara, com ar de mãe e enfado...

 
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