segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Descanso

Ei de morrer por uns dias.

Outrora quis adormecer apenas, para hibernar pensamentos infecundos - em sazonais temperanças me apresentam. Momentaneamente fechei os olhos e abri meu corpo. Um turbilhão de clarões inundou rachadas em meu coração.

Ei de morrer por uns dias.

E o sonho de tão claro me cegou. Embebeci minha alma inlúcida de vozes gotejantes, tortuosos vislumbres e audições induziram meus caminhos. O rosto parado, sentado à pedra. E isto é eternidade.

Ei de morrer por uns dias.

Cansado, meu corpo pede paz. Ainda quero gritar, mas não há voz na força. Não há corpo na paz. Olho para o lado e o que vejo? Um leito quente, para dias frios.

Pelos dias, ei de morrer.

6 comentários:

Gabriel disse...

Um dia vivido, um dia perdido. Dias mortos... Passados sepulcrais.

mfc disse...

Um dia... será dia!

Filipe M. Vasconcelos disse...

Haveremos todos de morrer por uns dias.. Quem suporta, afinal, manter-se vivo o tempo todo?

Como diz nosso querido Nietzsche: "Como chegar ao topo se ainda não virou cinzas?"..
_______
Não preciso nem dizer o quanto esse tipo de poema me encanta.. carrego, sem dúvida, um certo sadismo em meu olhar de leitor.. e adoro o jeito rico e profundo que vc dá às palavras, senhorita..

Vera Helena disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

B onito poema...mas tem um grave erro ortográfico...
Se o (ei) de morrer é do verbo haver como parece ser é Hei de morrer.
Beijosss

Anônimo disse...

B onito poema...mas tem um grave erro ortográfico...
Se o (ei) de morrer é do verbo haver como parece ser é Hei de morrer.
Beijosss

 
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