quinta-feira, 15 de julho de 2010
Amanheço
Amanheço em tua noite
Vestida de sonhos, toques, carícias
Com presentes de muitos tempos
Para enluarar pensamentos
E dissuadi-los em versos.
Amanheço em tua noite
Como encontro rápido que fulgura
A lua e o sol na terra;
Amanheço...
Em teus abraços.
Pelo sabor paulatino de saber-te em mim
Que a lua ilumina meu fim.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Anomia confessa
Quero te contar os segredos por detrás da falta de intenção. Balbuciar baixinho o porquê de não dizer em sons o que sai em gráficas formas cada dia mais distorcidas pela teia de abraços e embaços errados; quero beijar sua face enquanto sussurro: eu matei a intenção e inventei a mentira. Será meu cúmplice, meu fado, e eu, o seu desassossego.
Quero pulsar em ti como em mim isto que é e eu não sei; para sair correndo aos teus braços e ritmicamente sentir seu suspiro de perdão dizendo: é o tempo, ele se encaixou às horas. Pela confissão de meus pecados serei capaz de chegar-te sutilmente, com a delicadeza em que banho os dias.
Morreremos então juntos, envoltos aos lençóis do querer, quando eu tocar esse sorriso lindo que bucoliza meu pensar quando não estamos. Irei calar tuas dores com as minhas; enxugar tua vida molhada com meus longos cabelos negros. Ruborizar teus dias com as lembranças destes cálidos momentos.
Permitiremos tudo o que não for. Então, tudo será.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Sobre como me tornei máquina
A cobertura que se estende
Sobre meu sentir
É de palavras escudeiras
Que aquecem e alinham
Um desgovernado ser que sente
Em demasiada vivência.
Não é o manto que felicita
Um viver que cambaleia
Em pernas desnorteadas
Por um caminhar que cumplicia
A sombra; amar uma ideia
Não é amar um homem.
A dispersão desconexa
Argumenta uma enxurrada
De defesas que cuidam
De um corpo cansado
- não mente –
De pelos dias e futuro ser só
E desta solidão
Viver um nada.
Sobre meu sentir
É de palavras escudeiras
Que aquecem e alinham
Um desgovernado ser que sente
Em demasiada vivência.
Não é o manto que felicita
Um viver que cambaleia
Em pernas desnorteadas
Por um caminhar que cumplicia
A sombra; amar uma ideia
Não é amar um homem.
A dispersão desconexa
Argumenta uma enxurrada
De defesas que cuidam
De um corpo cansado
- não mente –
De pelos dias e futuro ser só
E desta solidão
Viver um nada.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Compras na Bienal do Livro de Minas
Como eu havia postado anteriormente, aconteceu em BH a Bienal do Livro de Minas. E eu, claro, não perdi. Até me excedi nas compras ( livros + stress = gastos), levei seis lindos exemplares para casa. E gastei pouco, o que foi maravilhoso!
Os três primeiros livros abaixo são literários, o seguinte comprei de presente para a Laís, e os dois últimos irão me auxiliar na monografia ( um arraso!).
Sabe quanto gastei? Menos de R$ 55,00... no próximo, estarei lá novamente!
E ah, fiquei triste por não ter encontrado neste mês o Carpinejar. Quando cheguei ao evento, ele já tinha ido embora...quero o Mulher Perdigueira já (qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência).
Tempo Psicanalítico - Psicanálise e Laço Social
quinta-feira, 13 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Quanto vale?
"O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença."
Érico Veríssimo
Importa soltar palavras ao vento, como quem nelas não crê e as semeia ao terreno de pisar inverdades? Vale dizeres vãos, que insinuam caminhos que não serão percorridos, estradas de entendimentos batidos a pó e descaso? Por que felicitar o hoje apenas, sem pensar no que restará pela vida?
Não entendo porque tombas o olhar ao chão para comer migalhas. Não entendo o choro que teima em lavrar um rosto sulcado pelo cansado de se ver envolto às dobras que faltam a circularidade dos dias. A transitoriedade que reverencia uma indiferença que não tem outro motivo se não o de causar dor; eu não entendo.
O cansaço de ver um nome preso às horas diárias sem que valha algum mísero sabor, trás às mãos sangue frio que goteja um céu sem valor. A tristeza que existe, ao contrário dos antigos anos, revela a ideia de um homem não tangível, que despreza alegrias e cultiva frivolidades corriqueiras; um homem que mata fulminando indiferença e vive da alegria de seu ato.
terça-feira, 4 de maio de 2010
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