Desejo abismar-me em ti.
O chão, colo de repouso, não permite o encontro de meus pés. E permaneço desejo. Lanço-me em tua existência obscura - não de claridade, mas de ti ao meu encontro.
Abismo-te em mim.
Flutuamos insanos gestos ao ar sem que haja a captura de qualquer fragmento de sustentáculo. E ainda assim estendo o olhar e espero teu pouso.
O abismo de nós.
Só o ar preenche e aquece o entorno de meu corpo. Não há luz, não há calor. Somente imagens dispersas projetadas no escuro de meus olhos. Não há ninguém. Não há nada.
quinta-feira, 18 de março de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Aniversário do blog - 2 anos
Olá meus amigos!
Hoje o Degustação Literária faz dois anos. Compartilho com vocês a minha alegria da escrita, de belas músicas e telas. Obrigada pelo carinho e presença de todos! Hoje serei breve, para não me repetir demais...
Um grande beijo!
Fernanda
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Dúvida da tarde
Tua ronda lança pequenas faíscas que trovejam enigmas nas tardes claras de meu sereno. Recolho resquícios da latente vontade de meus olhos para fertilizar outros campos, enxugando um sorriso com mãos do que é possível ser, por hora.
Retorno ao meu ponto de encontro por um suspiro e, sorrateiramente, sinto teu despretensioso toque a negar o pacto que firmamos sem palavras, mas que cumpliciamos ao longo dos encontros.
O que somos, afinal?
domingo, 31 de janeiro de 2010
Alucinação
Ponta
faca
pronta
tonta.
Conta e apronta.
Norte de cá,
sul de lá.
Monta.
Pega.
Leva e desleva.
Fica
finca
pinta.
Rima teu pão
com minha boca.
Ponta.
Conta e apronta.
Contra faca,
leva
conta.
faca
pronta
tonta.
Conta e apronta.
Norte de cá,
sul de lá.
Monta.
Pega.
Leva e desleva.
Fica
finca
pinta.
Rima teu pão
com minha boca.
Ponta.
Conta e apronta.
Contra faca,
leva
conta.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Receituário II
Sofro ausência de paixão.
Avassalos regulares antes,
disrítmicos hoje.
Perco os meandros da vida
e a linha, ponta, alinha
bambos passos.
Sofro ausência de paixão
lucidez de verdade.
Meu ar de morrer
- veneno, doutor -
meu ar de morrer
me pára.
Paixão, doutor: prescreva-me.
Avassalos regulares antes,
disrítmicos hoje.
Perco os meandros da vida
e a linha, ponta, alinha
bambos passos.
Sofro ausência de paixão
lucidez de verdade.
Meu ar de morrer
- veneno, doutor -
meu ar de morrer
me pára.
Paixão, doutor: prescreva-me.
sábado, 26 de dezembro de 2009
Gotejo
Frases rabisco a buscar algum encontro. A foto, a música, o sorriso, o abandono; nada preenche meu ser estático, que caminha, apenas. Canto versos, respondo a gracejos, vou, digo e não me encontro. Não te encontro. Eu não existo. Sigo hoje com a tarde nos bolsos furados, a verter pensamentos não pensados, ali, nas pedras, onde é lugar de repouso. O que digo sem palavras abafo, não quero saber. Sou feliz porque preciso. Caminho porque minhas pernas desejam. Não amo, pois este é meu querer. Gotejo.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Estou aqui!
Meus amores!
Estou aqui e não me esqueci deste espaço. A loucura do dia tem me tirado a inspiração e todas as artes! Estou com saudades não só de escrever, mas de ler todas as belas letras que sempre encontro nos blogs de amigos queridos. Sempre passo no Degustação Literária para ver rapidinho se tem algum comentário ou para seguir os rastros de quem por aqui passou.
Depois de encontrar diversos textos meus em blog´s alheios que não citavam os devidos créditos, passei a somente publicá-los depois de registrar. Isso faz com que eu demore um pouco mais a postar...mas espero estar, em breve, de volta!
Beijos a todos, em especial aos amigos de Portugal, sempre presentes; ao Euzer, Flavitcho, João Rafael, Tossan, Filipe...estou com saudades das letras de vocês!
Até logo,
Fernanda.
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