domingo, 24 de maio de 2009

Ela, o mar e ele

"Quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar".
Sophia de Mello Breyner Andresen
Leblon/ RJ 2009
Quando a brisa vem
percorre os sentidos
e se esvai em um
sopro maior de vento
tufão.

Ancora teu corpo
na areia a olhar
as águas que se
agitam em um flerte
de alma.

Quer adentrar água
luminosa, quer permanecer
n'areia. Engarrafar o tempo
quer, em vão
não!

É atrás da ponte, detrás
da pedra, onde ele mora.
O mar tem olhos verdes
de maré revolta
- parece rio manso.

Me chama em canto
de gaivota, saudade.
Leva e retoma à praia :
mulher de mim
nascente em ti.

10 comentários:

Anônimo disse...

Que paz que eu sinto quando leio o que você escreve!
MARAVILHOSO!

Laís Ponez

Ana disse...

Obrigada pela visita. prometo passar por cá com calma
que o dia te sorria :)

João Rafael disse...

O mar, fundo... O profundo e as profundezas de algo salgado, tão doce. As águas e as marés de sempre!

MARTHA THORMAN VON MADERS disse...

As marés e os amores....
beijosssssssssssssss

consideracoesdiaria.blogspot.com disse...

nu nanda
sério que o coração acelera lendo seus textos.
um luxo dividir sala de aula com vc
bjus
parabens

tossan disse...

Não se sabe se foi o vento ou a gaivota que trouxe a saudade que estremece o teu corpo junto a tua bela poesia.

Flavitcho disse...

que bonito..
ainda tô preso no mar...

só nao me deixem morrer afogado. /naty

:D
oh, adorei a fotinha nova *-*

i ILÓGICO disse...

você já viu meu olho?
rs

a foto nova? gostei também, viu?

bju-te!

Carlos Howes disse...

Belas palavras que lembram boas sensações. Eu estive nesse lugar há pouco tempo. E realmente, poucos ambientes são tão agradáveis quanto a proximidade do mar.

Anônimo disse...

Bacana..enfim o mar e ainda com o charme do Leblon.Bom gosto é fundamental!

Francisco

 
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