terça-feira, 29 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Ele me diz
Foram rastros deixados
- não gosto de me perder.
O que acontece aqui?
Este som, estas vozes..?
É ali. E lá, o que será?
Um beijo não importa
destino.
Creio não gostar.
Era isso? Mas foi.
Palavra vã, acaricia
meu corpo, um segundo.
Vai e esquece.
- não gosto de me perder.
O que acontece aqui?
Este som, estas vozes..?
É ali. E lá, o que será?
Um beijo não importa
destino.
Creio não gostar.
Era isso? Mas foi.
Palavra vã, acaricia
meu corpo, um segundo.
Vai e esquece.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Beleza Pura, de Beatriz Milhazes
Um pouco de cor para esta semana que começa tarde, mas já está cansativa...
Para conhecer mais Beatriz Milhazes, clique no nome da artista plástica.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Descanso
Ei de morrer por uns dias.
Outrora quis adormecer apenas, para hibernar pensamentos infecundos - em sazonais temperanças me apresentam. Momentaneamente fechei os olhos e abri meu corpo. Um turbilhão de clarões inundou rachadas em meu coração.
Ei de morrer por uns dias.
E o sonho de tão claro me cegou. Embebeci minha alma inlúcida de vozes gotejantes, tortuosos vislumbres e audições induziram meus caminhos. O rosto parado, sentado à pedra. E isto é eternidade.
Ei de morrer por uns dias.
Cansado, meu corpo pede paz. Ainda quero gritar, mas não há voz na força. Não há corpo na paz. Olho para o lado e o que vejo? Um leito quente, para dias frios.
Pelos dias, ei de morrer.
Outrora quis adormecer apenas, para hibernar pensamentos infecundos - em sazonais temperanças me apresentam. Momentaneamente fechei os olhos e abri meu corpo. Um turbilhão de clarões inundou rachadas em meu coração.
Ei de morrer por uns dias.
E o sonho de tão claro me cegou. Embebeci minha alma inlúcida de vozes gotejantes, tortuosos vislumbres e audições induziram meus caminhos. O rosto parado, sentado à pedra. E isto é eternidade.
Ei de morrer por uns dias.
Cansado, meu corpo pede paz. Ainda quero gritar, mas não há voz na força. Não há corpo na paz. Olho para o lado e o que vejo? Um leito quente, para dias frios.
Pelos dias, ei de morrer.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Autobiografia
Sou mulher de vontade imperativa, que anseia o logo e penitencia os dias com a crença de fazer, não deixar para o tempo. Nego alguns escritos e já quis ter o som de Piazolla tatuado no braço esquerdo, onde mora uma emoção não vivenciada. Possuo o dom de ir do riso às lágrimas como uma linha de eletrocárdio, culpa da vocação ou dos hormônios, não sei. Sou conscientemente fraca em mim e forte quando neles. Há pouco deixei de chorar lágrimas para banhar papéis nas letras, o que me causa o título de poeta e o constante incômodo do não contentamento. Não tenho amor a bichos. Abstenho-me de íntimas confidências pelo cansaço. Amo em excesso e vivo uma overdose sentimental diária. Queria ter mais dons artísticos do que o concedido pelo distraído anjo arteiro - mas agradeço a oferta. Espero ser surpreendida e me surpreendo com a falta de ação rotineira. Tenho um homem que me ama quando há tempo para o amor. Sou de vaidade amena, não guardo ódio por ninguém, apesar de já tê-lo sentido. Amo a lua, o silêncio da madrugada e vinho a descer garganta. Queria encurtar umas distâncias e não canso de culpar a geografia e o asfalto por uns abraços perdidos - e uns beijos, para dizer alguma verdade. Sou mais feliz quando ouço Benett cantar "...just the way you look tonight..." e não resisto a um sorriso bobo literário. Não estou no lugar a que pertenço e não sei onde ele está: mas é pra lá que caminho. Tenho por imagens girassóis, nuvem branca em céu vermelho e uma estrela-cadente em noite de abraço apertado e jura de amor. Aflinjo-me com o não alcance do que desejo - desejo daquela felicidade. Quero ir além, estar e sentir. E vou, se lá, não sei.
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