terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Alam Oliveira - Deglutição Literária

O Alam me aguenta várias horas diárias, trabalhamos e estudamos juntos. E de tanto ouvir " Tem post novo, entra lá no Degustação", acabou sendo um divulgador do blog. Ele sempre, sempre, quando em referência a mim, cita o blog, seja em qualquer momento. Não resistiu a essa maravilhosa blogosfera e criou o Revolução 29.

Alam, obrigada pela divulgação e presença. À nós, tempo livre para a escrita...


Deglutição Literária?


Em um espaço virtual o leitor depara-se com o real e imaginário; e ainda possui prazer em saborear ou, em uma metáfora avaliar pelo paladar as palavras, que mesmo tendo significados carregados e negativos são transmitidas com singeleza e perspicácia que conduzem quem as lê à reflexão crítica ou emocional.

Quem degusta não degluti apenas, mas diante de poucas ou muitas palavras se depara com o sabor das palavras em contextos diversos.

Parabéns Fernanda, autora, idealizadora e escritora do “Degustação Literária”, que em apenas um ano conquistou leitores, amigos e o interesse de muitos tantos outros em utilizar parte do tempo que utiliza a internet neste espaço enriquecedor!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Entrelinhas da percepção

Sou como você me vê.Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania.Depende de quando e como você me vê passar.
Clarice Lispector
Pois era apenas
um sorriso mudo.
Uma timidez obscena,
calculada,
de uma metódica
sensualidade.

Pois era uma esquina
abstrata da vida.
Um encontro fortuito,
um desarme despojado
do que sou.

Pois era um brincar
ilegal de ocultas
palavras, de embalos
e silêncios sussurrantes;
traço fino de
múltiplas revelações.

Pois era um desejo
ânsia de um querer;
grito sutil
de ser este
por mistério.

Pois certo é:
meu corpo,
encaixe perfeito
de tuas mãos.
Me leve.
Eu te sinto.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Ménage à trois

Três verbos distintos
em um corpo.
Três verbos distintos
em um corpo.
Três verbos...
um corpo
um corpo
um corpo.
Três corpos distintos
um verbo.
Três corpos distintos
um verbo.
Três corpos...
um verbo
um verbo
VERBO.

Quem é o pai
dessa criança?

Andante com moto (Beethoven/Liszt por Glenn Glould)



Porque hoje choveu e fez frio.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Poeminha mineiro


Tempo eu já quis
pra entender o que
ele me diz de ventania.

Pra vida, pé pra meia,
meias verdades esfriar
e aquecer o que é
de ser sim. Sempre
será.

Olha as alterosas
desta terra linda!
Vem pelo trem que te
aponta em casa.
Apeia aqui.

Traz um sopro de mar pra
perto de mim.
Diz que sim.
Traz esse meio sorriso
pra junto de mim.
Juntinho assim.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Carnaval

Laboro inverdades
lustradas pela ilusão
de dizeres sem profundidade.
Alucino-me de criador
em obras mal construídas.
Espero rasgar minha essência
e fazer dela confete.
Para chegar-te em festa.
Cantar o tom do esquecimento
que toca tua canção.
Lapidar, sem pretensão,
as horas - já não importam
os horizonte que avistei.

Par de tangos, meias e metades.
Só o crivo que separa
a felicidade e os outros.
É este, é aquele, é o não.
A clave que vibra
o vislumbre do talvez.
Do desejo, da dor.
Suspiros e declamações!

_Toma:
pra ti.
Quando seria - ou será?-
nós?
 
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