segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Carnaval

Laboro inverdades
lustradas pela ilusão
de dizeres sem profundidade.
Alucino-me de criador
em obras mal construídas.
Espero rasgar minha essência
e fazer dela confete.
Para chegar-te em festa.
Cantar o tom do esquecimento
que toca tua canção.
Lapidar, sem pretensão,
as horas - já não importam
os horizonte que avistei.

Par de tangos, meias e metades.
Só o crivo que separa
a felicidade e os outros.
É este, é aquele, é o não.
A clave que vibra
o vislumbre do talvez.
Do desejo, da dor.
Suspiros e declamações!

_Toma:
pra ti.
Quando seria - ou será?-
nós?

16 comentários:

Filipe M. Vasconcelos disse...

Fernanda.. já tentou ler as duas primeiras estrofes de cabeça para baixo...? Pois tente..rs

Fernanda Fernandes Fontes disse...

Filipe, vc está lendo muita Lispector e Gaarder...rs...quem sabe um dia chego lá?!

:*

Fernanda Vaitkevicius disse...

Esse lugar é sempre inspirador...

A modéstia se faz desnecessária...

Como é bom também ser FERNANDA!!!

Beijos!!!

tossan disse...

Oi Fernanda, que texto poético e cheio de lirísmo! Bravo! Gostei muito! Quando eu cescer quero ser igual a você para escrever.
Você pode postar lá no amigos a hora que quiser. Agora o blog também é seu. Beijo

Zíngara disse...

Carnaval, pura alucinação, passei pra te ver!

Alam Oliveira disse...

Agora só pra não confundir minha ignorância e compreender a beleza do significado de suas simples e complexas palavras não pertinentes a meu léxico redundante gramatical sugiro um atalho para o dicionário aqui do lado...

Very good seu texto!

Feliz ano Novo

E que a frequencia de postagens não diminua em função da sua reta final educacional na faculdade: Huhu ano que vem formada! Realmente Bunito!

Já sei, sei, já sei: "Alam! Comenta o texto!" Mas é que é o primeiro comentário do ano então tem que "complexicar"

Bjs!

Léo Mandoki, Jr. disse...

....não deixa de ser notável uma escritora com uma poesia tão doce gostar dos textos do Mandoki. É como pedir a um berbere do Saahara que comece a gostar de neve.
..
sabe o que eu senti qnd li a tua poesia?
que vc mergulhou em vc foi nadando até ao fundo, mas não tocou (no fundo)...e subiu depressa para respirar...e agora está tomando fôlego para mergulhar novamente...
vou ficar observando o dia em q vc vai tocar no fundo (ou não)
LMk

Very Barbosa disse...

Uhhh muuito bom! Bom mesmo..
vou te acompanhar..
bjs very

João Rafael disse...

De onde vem tamanha inspiração? E pra onde vai tanta paixão? "To me guardando pra quando o carnaval chegar"....

Luciene de Morais disse...

Torço para que o "nós" seja em breve!
Beijo

Euzer Lopes disse...

Botar o bloco na rua
Sentir suor escorrendo no rosto
Perdendo-se num sorriso cansado de tanta folia.
Olhar cerrado na música batida
Da batida surda do surdo
Tamborins pulando no ritmo dos pés
Que somem em ritmos descompassados.
Nós?
Carnaval não tem espaço para "nós".
Tem espaço para "eu" e "você".
Agora, juntos, sim.
Só querer.
Desfile!

Saara Senna disse...

Nossa quanta inspiração, além de uma bela escrita!
Gostei bastante do texto, parabéns!

Seu canto é muito interessante.
Obrigada pelo carinho e apareçalá outras vezes, te acompanho :)

beijo grande!

D M Machado disse...

boa poesia...
muito boa...

Val disse...

Sempre me causa uma dificuldade compreender um texto. Faz lembrar o desenvolvimento do pensamento dos sofistas, particularmente Górgias.

Cristiana Fonseca disse...

Olá Fernanda,
Bela postagem, aliás tudo por aqui é belo.
Deixo desculpas pela ausência, tem Louise Brooks em meu blog, quando der passe por la
Beijos,
Cris

Flavitcho disse...

haverá o nós quando o eu e o você forem capazes de se conhecer de verdade. :X

ou nao? :X

 
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