sexta-feira, 24 de abril de 2009

Parangolé de mim

Vem me contar notícias de lá. Vem me abraçar com a compreensão de quando me olha e lampeja: entendo. Sabe, os ares por aqui não são os mesmo de lá. Aliás, lá anda abafado. O tempo sempre cinza, o céu...nem existe mais! Agora é assim, a gente olha pra cima e não descreve. É.

Eu? Às vezes eu caminho na estrada, saí do acostamento. Gosto de ver os faróis brilharem aos meus olhos, e já que não venta, passo rente aos carros pra sentir a brisa das estrelas perto de mim. É engraçado...mas dói. E fica mais engraçado ainda... Ah, e por falar em estrelas, não acredito mais nas cadentes. Um segredo: elas não realizam desejos, me enganaram...você sorri? É verdade, pergunta praquela ali...

Um dia, eu vou conseguir. Sei que sim, viver assim não é bom. Mas dói, sabe?! De novo. É sempre assim....Ele? Ah ele me faz sorrir, é uma graça! Mas não me transcende a alma . É, eu sei. Mas o que que tem? Se fui eu? Não, não fui. Sim, é isso: que fizesse algo. Pois é.

Eu não sei. Não consigo. Está mesmo, e quando o tempo fica assim reflete em mim. Muito, muito mesmo. Não, não importa. Eu? Demais, todo dia sem faltar um. Ainda, até hoje. Foi. Não, não mais. Também acho, se fosse... Queria demais, ele iria adorar. Lembrei sim, e adivinha? Sempre.

Agora eu preciso ficar aqui. Eu sempre fico. É, deve ser por isso sim. Esconder? Não, engolir, até morrer com meu veneno. Até.

7 comentários:

Fabricante de Sonhos disse...

Olá!
Muito lindo este blog!
Muito boa a tua prosa... A forma como vc coloca as palavras!
Adorei, viu?

(Acho que vou saii do acostamento também... Preciso dessas luzes de forol... rs)

Voltarei!

Tenha um ótimo final de semana!

Beijo meu!

Fabricante...

Fer Siqueira* disse...

"Se escrevo difícil, é porque sinto difícil!".
Seu blog anseia por algo que não se toca, algo que simplesmente se deixa levar, como o toque mais suave que uma mão é capaz de alcançar, como a sensibilidade impossível de se criar, se não, sob o efeito delicioso e intenso das palavras. Satisfaz minha sede por palavras, pelo silencio gritante do ser, ouvir-te nesses abandonos, assim como quando me deixo derramar... Agradeço. E voltarei.

Sandra S. disse...

Todos nós, mais cedo ou mais tarde, temos que nos afastar do acostamento, é regra. Os que não saem permanecem pequenos aos olhos dos outros e minúsculos dentro de si mesmos.


beijos

iilógico disse...

ai...


doer é cura,
quando me vem o não acabar,
única forma de não morrer,
assim, viver.

Fontes, todos os dias, todos os dias.

Empadilha disse...

que blog hein!
muito bom...
acho que vou parar de escrever, vamo fica só com o seu...

Joshuatree disse...

Toda a tempestade, tem seu momento.

Abração no coração.

João Rafael disse...

Doer de bom talvez? Seja esta a explainação irreal e sem sentido. Não te esqueceste do tempo? Ele jamais repete seus gestos. Melhor que morrer ao próprio veneno, é transcender como uma abelha. Mel em suas palavras, amargos detalhes dentro delas. Beijos

 
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